Turismo do Saber: mais de 165 alunos da Escola Santa Luzia experimentam um novo olhar sobre Penedo

Na semana passada, mais de 165 estudantes da Escola Municipal Santa Luzia participaram do programa Turismo do Saber, promovido pela Prefeitura de Penedo. O projeto combina teoria e prática para conectar educação, cultura, turismo e economia criativa de forma viva e envolvente.

Durante as atividades, os alunos tiveram contato com conteúdos sobre o patrimônio histórico de Penedo, entenderam o papel do turismo na economia local e foram levados a refletir sobre as profissões ligadas ao setor. A ideia é que esse aprendizado vá além dos livros, estimulando o sentimento de pertencimento e o reconhecimento de valor na cidade em que vivem.

Ana Beatriz Lima, turismóloga e coordenadora do programa, afirmou que é um momento de celebração ver penedenses compartilhando histórias e aprendizados com os estudantes — e que essas vivências podem marcar a trajetória dos jovens.

O Turismo do Saber é realizado pela Prefeitura, em parceria com as secretarias de Turismo / Economia Criativa (SETUREC) e de Educação (SEMED), com apoio do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL). O objetivo é aproximar os estudantes da história local e gerar novas percepções sobre o turismo como motor de desenvolvimento.


Contextualizando: por que projetos como esse fazem diferença

Para além do relato do evento, é útil enxergar onde iniciativas desse tipo se encaixam nos desafios e possibilidades de cidades como Penedo:

1. Educação integrada e aprendizagem significativa

Projetos que conectam escola com o território costumam tornar o aprendizado mais real e memorável. Em vez de tratar patrimônio, turismo ou economia como “conteúdos isolados”, o Turismo do Saber articula essas temáticas, mostrando aos alunos que o lugar onde vivem — sua história, cultura e ativos turísticos — são parte do seu próprio caminho.

2. Turismo e identidade local

Penedo tem um rico patrimônio histórico (igrejas, casarões, rios, paisagens) que pode ser valorizado por meio do turismo. Em edições anteriores do programa, os alunos participaram de city-tours, conheceram pontos históricos e até fizeram passeios de catamarã pelo Rio São Francisco. Esse tipo de vivência ajuda a fortalecer a identidade local: quando pessoas conhecem seu próprio espaço com outros olhos, há mais chance de valorização e preservação.

3. Desenvolvimento econômico e social associado ao turismo

O turismo, quando bem planejado e sustentável, gera emprego, renda, movimenta comércio, serviços, cultura e artesanato. Se jovens de Penedo começarem a ver possibilidades ligadas ao setor — guia turístico, produção cultural, hospedagem — eles podem se imaginar dentro desse cenário. Eventos como esse ajudam a plantar essa sementinha.

4. Exemplos semelhantes e boas práticas

  • Em algumas cidades turísticas brasileiras, programas escolares de educação patrimonial incluem passeios, oficinas com artesãos locais e desafios de projetos de requalificação urbana.

  • Em contextos internacionais, iniciativas similares — “school as museum”, “city as classroom” — demonstram que envolver alunos na compreensão do próprio entorno pode aumentar o engajamento cívico, o respeito ao patrimônio e até o interesse por carreiras ligadas ao turismo ou à cultura.

  • Esses projetos costumam ter maior sucesso quando são recorrentes (não pontuais) e contêm continuidade: oficinas, acompanhamento, projetos de conclusão (como exposições escolares, concursos de foto ou frase, roteiros criados pelos alunos).

5. Obstáculos e o que é necessário para ampliar alcance

  • Sustentabilidade: manter o projeto ao longo do tempo exige recursos, pessoal dedicado e parcerias (governo, entidades culturais, setor privado).

  • Infraestrutura: para que alunos possam visitar espaços, é preciso logística, transporte, segurança, apoio institucional.

  • Sensibilização: nem sempre alunos ou famílias têm noção da importância histórica ou turística do município; muitos veem seu próprio lugar como “normal” e não como algo de valor especial.

  • Escalabilidade: replicar para outras escolas ou incluir temas mais amplos (natureza, meio ambiente, turismo rural, turismo aquático) pode ser um desafio, mas também uma oportunidade.

6. Estimativa de impacto simbólico e inspirador

Embora seja difícil quantificar de imediato o impacto econômico só com uma edição, há efeitos simbólicos fortes: alunos conversam entre si, levam o que aprenderam para casa, compartilham com pais e comunidade. Na próxima edição, podem surgir projetos escolares, roteiros de turismo criados por estudantes, exposições, concursos de fotografia (como já houve em outra edição do programa).

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