No dia 24 de outubro de 2025, o Campus Penedo do IFAL recebeu a terceira edição do “Encontro de Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA)”. O evento contou com a participação de alunos de seis campi da instituição — Maragogi, Murici, Maceió, Marechal Deodoro, Piranhas e Satuba — e teve como foco a celebração, o diálogo e a construção de perspectivas para essa modalidade de ensino.
A programação abriu com a palestra “Por uma educação antirracista na EPT”, conduzida pelo professor Antônio Costa e Silva e mediada pelo professor Manoel Santos. Durante a abertura, o reitor Carlos Guedes, a pró-reitora de Ensino, Cledilma Costa, e o diretor do Campus Penedo, Felipe Tiago, ressaltaram que a EJA é uma prioridade institucional desde 2019, com avanços significativos: a oferta foi duplicada, a modalidade foi expandida para seis campi (antes eram três) e foi implantado no IFAL o apoio “Ifalzinho” que contempla acolhimento infantil para estudantes da EJA.
Um dos momentos mais marcantes foi a “Roda de conversa – Histórias que merecem ser contadas”, na qual estudantes compartilharam relatos de superação, de retorno aos estudos e de novos horizontes. A representante dos discentes, Vera Lúcia Santana, destacou que a EJA “é mais do que um espaço de aprendizado. É um caminho de reencontro com a dignidade e com o poder da transformação”. Em suas falas, ela e outros participantes abordaram temas como mercado de trabalho, identidade cultural, empreendedorismo e futuro. O reitor relatou estar emocionado, afirmando que “este é um encontro que ilumina o nosso coração e nossa alma”.
Por que essa iniciativa faz diferença
1. Reconhecimento e valorização da trajetória dos estudantes
O evento propicia um espaço em que os estudantes da EJA — que muitas vezes retomaram os estudos depois de longos intervalos — têm visibilidade. Participar de debates, contar suas experiências e escutar outros colegas cria sensação de pertencimento, autoestima e reforça que sua educação importa.
2. Expansão da modalidade e inovação institucional
O fato de a oferta de EJA ter sido duplicada e de abranger mais campi mostra que a instituição está empenhada em atender adultos e jovens que não concluíram o ensino médio em idade regular. A inclusão de apoio infantil (“Ifalzinho”) indica que se considera o contexto de vida dos estudantes — muitos deles têm filhos ou responsabilidades familiares — e buscou-se uma estrutura de suporte.
3. Conexão entre educação, equidade e futuro profissional
A palestra sobre educação antirracista e as rodas de conversa sobre trabalho, identidade e empreendedorismo demonstram que a EJA não é vista apenas como caminho para um diploma, mas como parte de um percurso mais amplo: capacitação, cidadania e perspectivas de transformação de vida.
4. Desafios e fatores de sucesso
Para que os avanços realmente se consolidem, é importante que haja continuidade: manter a expansão da modalidade, fortalecer a formação de professores, investir em recursos de apoio aos estudantes adultos (infraestrutura, horários mais flexíveis, apoio familiar). A valorização dos estudantes adultos como sujeitos de direito, e não apenas como “alunos-retomantes”, é peça central.
5. Resultados esperados
A médio prazo, espera-se que mais pessoas completem o ensino médio por meio da EJA, que aumente a inserção profissional dessas pessoas, que cresça o número de estudantes que se envolvem em pesquisa e extensão, e que a percepção social da EJA se fortaleça — mostrando que estudar em qualquer fase da vida é uma conquista. O encontro contribui para consolidar esse caminho.
Fonte: Instituto Federal de Alagoas
